quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sobre autores e a tolerância

Por que admiramos alguem? Seria porque essa pessoa "é"..... a pessoa em si? Ou seria algo que ela fez... algo que ela externalizou?

Gostamos de tal escritor... tal músico... tal artista... tal amigo... sempre por algo que tal pessoa fez, somos aquilo que fazemos e demonstramos ao mundo!

Então gostamos, ou detestamos, do autor ou da obra? Das pessoas em si.... ou de como elas se mostram ao mundo?

Nesse cenário de "aparências" ou "máscaras" não há verdadeiro ou face escondida... mas somente aparências e máscaras.... então nos entregamos, mas de maneira consciente, à admiração do externo... afirmemos "gosto do autor devido sua obra!"

Passamos adiante para obras de autores desconhecidos... vale a pena o esforço para descobrir quem é o autor? Para que esse esforço se o que chega a nós é apenas sua externalidade.... Sua obra? Vale a pena sacrifícios para que a obra tenha esta ou aquela assinatura, já que a linhagem do autor, os únicos que poderiam aproveitar a fama do antepassado, já se extinguiu?

Vamos adiante... à obra máxima! O mundo... quem o criou? O que é eterno... o criador, sua obra ou ambos? Quem está certo... cristãos, evangélicos, mulçumanos, judeus, espiritas, pagãos?

Quanto a obra deste criador já não sofreu apenas para que essa mesma obra tivesse uma assinatura? Quantos não morreram e morreram para esse objetivo efémero?

Devemos voltar a adorar o "Deus desconhecido" dos sábios gregos... assim adoraremos o que deve ser adorado.... a obra, não seu autor! Para aqueles que adotarem essa religião justa uma árvore será uma árvore, mas não deixará de ser bela por isso... eles não mataram ou prejudicaram ninguém para que haja uma assinatura nesta obra..... Afinal uma árvore é uma árvore para cristãos, evangélicos, mulçumanos, judeus, espiritas, pagãos... há tolerância na adoração da obra e violência na definição do autor!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O indivíduo sem coração

Não a toa que escolho esse título. Em uma conferência dada junto a outros pensadores contemporâneos (cuja data e nome ao certo citarei em breve!), o filósofo e historiador francês Paul Veyne, tem seu artigo intitulado 'O indivíduo ferido no coração pelo poder público'. Veyne, que é especialista no período romano, nos atenta para o fato de que, em grandes governos onde as massas são dominadas de modo uniforme (o Império Romano, por exemplo), sempre havia um limite onde o poder dos governantes podia ir. Em Roma havia corrupção, mas ela diferia em dois pontos principais do que nós chamamos por corrupção: ela era pública, ou seja, não havia mistérios; era como se fosse a parte que cabia aos governantes uma vez em sua posição; e ela tinha limites.
Quando havia um abuso de poder, os cidadãos de tal lugar se sentiam feridos, como se um determinado ato fosse tão absurdo que mesmo as massas alienadas se sentiriam incomodadas.

Analisando os termos do próprio título, temos que indivíduo é utilizado não ao acaso aqui, uma vez que Veyne procura ressaltar o caráter da vida privada, do particular dentro de uma massa. E utiliza coração para fazer uma referência à sentimento, algo humano dentre uma massa tida como objeto.

Um exemplo de indivíduo que se fere no coração aqui em nossa amada pátria foi o escândalo e impeachment de Collor, onde o roubo da previdência foi o bastante para ferir a massa, que em contraposição soltou a voz tão quieta de costume.

Mas então, o que houve com o coração do indivíduo brasileiro nos últimos tempos? Será que mensalões e roubalheiras desveladas como essa não são o bastante para ferir nenhum coração? Ou será que finalmente as massas foram robotizadas e o orgulho humano finalmente foi substituído pela alienação e cegueira?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sócrates já dizia....

Todos sabem sobre tudo! Sobre qualquer assunto todos tem uma opinião que julgam a melhor... Por que é tão difícil dizer “não sei” e procurar a resposta, antes de formular uma? É mais fácil viver sobre certezas aparentes? Não seria melhor viver sobre dúvidas coerentes?

A primeira opção traz estagnação e preguiça. A segunda acaba com preconceitos e causa o progresso continuo. Daí a certeza: A certeza sem respaldo é o pior mal que aflige o homem e só o homem pode lhe trazer a cura.

terça-feira, 15 de março de 2011

Questão de Foco

A situação é a mesma... nada difere, o cenário é igual para todos. O que permite que da mesma situação derive diversas opiniões e valores? O foco.

O foco da relevo a certas caracteristicas em detrimento de outras, portanto a escolha do foco que será dado a cada questão determina a resposta consequente da análise. Assim, por exempolo, no mundo atual é crucial focar no desenvolvimento pessoal, da onde vem esse egoismo? Ele é bom para quem?

Não me entendam da forma radical!!! Claro que subnutrido e burro é dificil ter algum bem estar... Porém o oposto também é prejudicial... não se pode esquecer que vivemos em sociedade, as mazelas de uns afetam o todo, é preciso mais do que doar ao criança esperança todo ano. Devemos olhar mais ao redor... o foco deve ser ajustado.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Pensamentos...

  • Ao ser alvo de maldades e injustiças, desconfie daquele que acalma e tranquiliza!
  • Não acredite no destino, acredite no Ego... pois o primeiro é muleta para fracos e o segundo é o motor dos fortes!
  • Escravos de hoje só diferem dos de ontem por poderem rejeitar seu dono, mas no lugar do rejeitado há outro, sempre!
  • Interpretação do sagrado é externalização da consciência!

terça-feira, 8 de março de 2011

"Eu não estou lá"

A indiferença vinda daqueles que você mais espera sensibilidade é de cortar o coração, é uma dor que rasga o peito. Indiferença, abandono, traição..., tudo caminha junto! As festas, o álcool e as risadas nada representam, afinal todos vão à festas, bebemos em qualquer lugar e rimos de tudo e todos. Mas um simples "oi, você tá bem?", não se vê por ai sempre, e nem se pode banalizar. Nunca, nunca abandone alguém.

domingo, 6 de março de 2011

Qual a nova onda?

Três dias atrás (04/03/2011), o ministro da fazenda, Guido Mantega, anunciou que, segundo dados preliminares da economia brasileira referentes a 2010, pela PRIMEIRA VEZ atingiremos uma marca histórica: teremos agora um PIB maior do que a dos dois países precursores do liberalismo mundial, França e Reino Unido, sobretudo Inglaterra. Creio que a grande questão que é colocada agora é: qual a nova onda, ou seja, qual o novo modelo de crescimento e desenvolvimento a ser adotado daqui em diante?

Olhando para trás, chegamos ao século XVIII, quando Adam Smith publicou sua obra máxima, esboçando os princípios que viriam a ser adotados nos próximos 153 anos ( até 1929). Vemos também que as políticas de desenvolvimento adotadas pelos governos variam de tempos em tempos, ora sendo mais abertas, liberais, ora mais protecionistas e com governos intervencionistas. Creio que seja unânime hoje o seguinte fato: as economias que mais prosperam, mais crescem e ganham espaço no comércio internacional são aquelas onde os Estado têm assumido crescentes responsabilidades, vide China, Brasil, Índia. Economias historicamente mais abertas, como a britânica, ou até mesmo a japonesa, têm enfrentado ínfimas taxas de crescimento há pelo menos 15 anos. 

Os Estados Unidos da América, maior representante dos princípios do laissez-faire, também se deu conta de que o século XXI pertence àquelas economias onde o Estado está fortemente presente, com o governo investindo, gastando..., tanto que na última crise mundial o FED (o Banco Central americano) comprou enorme quantidade de ações de grandes bancos, passando a ter, "como nunca antes na história daquele país", importante participação na tomada de decisões do sistema financeira mais importante do mundo. 
Qual a nova onda?

O Problema da Igualdade...

As pessoas não querem ser ricas, elas querem se diferenciar das demais para serem consideradas superiores. Será que o rico se sentiria tão bem consigo mesmo se todos os demais fossem tão ricos quanto ele?

Deve se buscar a individualidade em outro lugar e não no carro do último ano e na casa desenhada mais pra gigantes do que para homens....

sexta-feira, 4 de março de 2011

A tecnologia mal explorada

Aproveitando a deixa, algo que realmente me faz pensar...

Se o intuito da tecnologia era expandir e facilitar a vida do homem, ela é utilizada nos dias atuais para alienar e subjulgar a classe dominada. Seus recurso são muito bem utilizados pela classe dominante, no entanto.

Sem falar no jeito'animalesco' em que as pessoas vivem, isto é, sem pensar, cometer ações irrefletidas. Hoje o que conta não é a descoberta de novos mundos, as coisas antes inexploradas que agora estão ao nosso alcance, mas sim ter uma televisão gigantesca para poder assistir melhor os programas de domingo que 'aliviam' seu tédio e te empurram uma pseudocultura esdrúxula, ou então ver aqueles que te chamam por ovelhas e pedem uma pequena quantia de sua enorme renda mensal em nome da salvação...

Todo esse progresso e inclusão tecnológica que parece estar ocorrendo só serve como um analgésico, um entorpecente mais potente, para acalmar os ânimos das massas que, mesmo vivendo aquela 'vidinha mais ou menos', podem ser distraídos para que não lutem por aquilo que realmente mereciam receber.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Alerta aos governos:

Não esqueçam de embriagar o povo... É só o que querem! E as crises de abstinência podem ser "históricas"!

O Maravilhoso mundo atual

A tecnologia, como tudo mais que é externo ao homem, é amoral, ainda assim no passado relacionavam seu avanço, e o mundo moderno que ela geraria, a um "neo"jardim do éden, um mundo livre de flagelos.

Hoje nos lembramos que a moral de algo é a nossa própria moral que se reflete no objeto, assim a tecnologia de redentora passa a entorpecente, pois o povo é viciado.